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Manifesto de professores da USP

Caros colegas, bom dia!

Repasso mensagem que recebi de colega da FFLCH. Acho importante divulgar aqui, afinal é sobre as repercussões sobre a última reunião do CO.

Segue a mensagem recebida do Prof. Leopoldo Waizbort:


De: waizbort@usp.br
Para: "Leopoldo Waizbort"
Enviadas: Sábado, 18 de Abril de 2015 14:06:19
Assunto: manifesto: "REPUDIO À INVASÃO DA REUNIÃO DO CONSELHO UNIVERSITÁRIO Pela recuperação de valores de convivência acadêmica"

caras e caros colegas,
caso tenham interesse em participar do manifesto de
"REPUDIO À INVASÃO DA REUNIÃO DO CONSELHO UNIVERSITÁRIO
Pela recuperação de valores de convivência acadêmica"
desculpem o incômodo, caso não se interessem pelo assunto.



abraços,
leopoldo



Prof. Dr. Leopoldo Waizbort
waizbort@usp.br
Departamento de Sociologia - Universidade de São Paulo
Av. Prof. Luciano Gualberto, 315
05508-900 São Paulo - SP
Brasil

Abraços a todos, Zé Renato

Comentários

  1. Car@s colegas.
    Gostaria de explicar por que não assino esse Manifesto, que conheci ontem, embora eu também condene a invasão ao Co. Antes de esse texto circular, a ADUSP já tinha se pronunciado a respeito da invasão, em uma declaração que chegou a todos nós na sexta-feira (vide o destaque em caixa azul no final da matéria, “Nota da diretoria da ADUSP sobre o desfecho...”): http://www.adusp.org.br/index.php/reforma-estatutaria/2265-a-reuniao-do-co-de-14-4-2015-epilogo-de-uma-encenacao
    Embora eu preferisse uma manifestação que afirmasse mais claramente por que não se endossa esse tipo de ações, com uma rejeição mais contundente, estou mais perto do teor dessa nota da ADUSP do que deste manifesto. Creio que todos concordamos com algo que o manifesto diz: que ações como essa invasão só favorecem os que querem que nada mude. Porém, na procura de uma avaliação contextualizada, cabe apontar algo que já resulta evidente demais: a principal interessada em que nada mude é hoje a reitoria, e a sua condução da reunião do Co, como a de todo o processo até agora, se encaminhava nesse sentido (sobram os relatos a respeito, não apenas nas páginas da ADUSP, mas de palavra de muitos membros do Conselho em diferentes meios). Some-se a isso o fato de este manifesto já nascer com assinaturas de várias pessoas com cargo de confiança na reitoria (pró-reitores, diretores de órgãos da administração central, coordenadores de GTs oficiais, etc.), e meu receio aumenta. E ele se completa com o estranho subtítulo: “Pela recuperação de valores morais”, que agora, um dia depois, vejo que mudou para “valores de convivência acadêmica”. O que podem significar essas palavras em boca de membros da reitoria, no contexto de haver hoje fundações ligadas a eles na mira do Ministério Público, CPIs por encobrimento de violência sexista, não divulgação dos resultados da CPI da EACH por contaminação de terras, desmonte planejado dos hospitais, e um longo etc.? Quando vi o manifesto pela primeira vez, as assinaturas eram bem menos (umas 200), mas as da equipe da reitoria já estavam ali.
    Lamento muito o acontecido no dia 14, e vocês sabem que trabalhei intensamente para que na Faculdade houvesse uma consulta sobre essa pauta crucial, e depois, para que no contexto da Congregação da Faculdade saísse uma posição como a que, pelos canais institucionais, venceu (Estatuínte). Continuarei trabalhando por esses canais para que as coisas mudem, mas as razões que acabo de explicar fazem com que não me sinta à vontade para incluir-me nesta declaração dos colegas.
    Saudações e bom feriado!
    Adrián.

    ResponderExcluir
  2. Eu poderia assinar caso o repúdio incluísse a 'decisão' anunciada de suspensão do processo de discussão da estrutura de poder da USP dentre os "atos de violência e intimidação" que se verificaram naquela ocasião, juntamente com a invasão da reunião. Afinal, a meu ver, esta decisão também exprime uma atitude "truculenta de alguns grupos que que certamente não representam a maioria do nosso corpo discente ou de funcionários e que de modo algum ajudam na construção da Universidade que desejamos". Com um detalhe: a invasão, no contexto em que ocorreu, pode ser vista como um equívoco (ao contrário da decisão pela suspensão das discussões, descabida sob qualquer ponto de vista).

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