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Carreira Docente e Reunião do CO

Colegas, bom dia!

Faço este post por dois motivos:

1) para disponibilizar documento produzido pela representação dos associados (Profa. Simone Hage e Prof. Marcílio Alves) no qual resumem as discussões realizadas no I Encontro de Docentes da USP, realizado em 6 de junho de 2016, e também a discussão gerada na lista eletrônica de associados mantida por aquela representação. Acessem, há um ótimo resumo das posições sobre a proposta da reitoria em relação à carreira docente. Segue o link:


2) para responder coletivamente uma série de mensagens eletrônicas que venho recebendo nos últimos dias, especialmente após a não realização da reunião do CO no dia 28/6. Afinal, como somos apenas representante de categoria (representações as quais poucas vezes são consideradas pela reitoria como legítimas, apesar das reiteradas falas nas quais a reitoria expressa não haver diferença entre conselheiros) não fomos comunicados oficialmente de nada em torno da não realização desta reunião, muito menos se há uma nova data pensada ou marcada pela reitoria para a realização desta reunião. Afinal, como todos sabemos, há uma série de assuntos urgentes a serem debatidos pelo CO, como a abertura de vagas para a FUVEST e, em especial, para nós representantes de categoria, as propostas da reitoria em torno de nossa carreira docente.

Entendemos ser importante explicar nossas razões para este post.

Achamos extremamente importante que a comunidade USP debata amplamente nossa carreira docente, sendo muito natural que os grupos que a compõem tenham toda a legitimidade tanto para discutir como para produzir propostas alternativas (afinal beira a infantilidade todo e qualquer discurso que desautorize o surgimento de propostas sobre a carreira docente nascidas dentro de grupos organizados, sejam departamentos, unidades ou associações sindicais). Com isso o documento de meus colegas representantes dos associados nos parece muito útil para toda a comunidade USP. Ainda mais porque a reitoria recusou-se a disponibilizar a gravação em áudio e vídeo do I Encontro de Docentes da USP, conforme já relatado em nosso blog. Ato que obviamente demonstrou ao menos uma contradição no discurso de nosso reitor, afinal o mesmo sempre disse que vem estimulando o amplo debate em torno da questão dentro da USP, além de tal ato, ao nosso ver, dialogar com a censura; afinal por que negar tal material audiovisual à comunidade?

Será que a reitoria esqueceu que é bastante numerosa nossa comunidade docente, estando a mesma espalhada por vários campi no interior de nosso estado? Ou será que nosso reitor menosprezou as dificuldades que muitos colegas, em especial nossos colegas do interior, enfrentariam para estarem presentes na manhã do último dia 6 de junho no CDI na Cidade Universitária, no bairro do Butantã na cidade de São Paulo? Sinceramente, para um colega originário do campus de Ribeirão Preto da USP, como é o Prof. Marco Antonio Zago, parece-nos ainda mais sem sentido tal negativa.

Tal ação da reitoria, ao nosso ver, deixa-nos claro que as propostas ainda não estão maduras para serem deliberadas pelo CO, para dizermos o mínimo. Sem dúvida, é uma pena muito grande não termos as imagens das falas dos Profs. Ciro Teixeira Correia (ADUSP), Maria Paula Dallari Bucci e Ricardo Ribeiro Terra; afinal a contraposição de posições, pró e contra as propostas, deixaram transparecer que há pontos bastante discutíveis nos documentos, além de não estarem suficientemente maduros para uma possível deliberação pelo CO.

Destacamos aqui três pontos que nos chamam particularmente atenção:

a) a extrema centralização nos órgãos centrais, e entre os professores titulares, na composição da nova CPA;
b) a falta de clareza na definição de quais serão as consequências para aqueles docentes que por ventura venham a ser avaliados negativamente dentro deste "novo" processo de avaliação;
c) a não definição de quais serão os resultados práticos para as avaliações positivas (afinal, num processo de avaliação espera-se algum tipo de recompensa ou incentivo para os bem avaliados).

Por fim, não podemos deixar de comentar o cancelamento da reunião do CO que ocorreria em 28 de junho, e a relativa indefinição por parte da reitoria ao não se posicionar oficialmente sobre uma nova data para a realização desta reunião. Outro fato que também merece destaque foi a realização no próprio dia 28 de junho, parece-nos que em substituição ao CO, de uma reunião de dirigentes na sala do CO, conforme podemos ver pelo press realease publicado pela assessoria de imprensa da USP em 1/7/2016, como todos podem ver na página da própria reitoria - http://www.usp.br/imprensa/?p=58544

Não teceremos grandes comentários, já que como não somos dirigentes na USP não participamos desta reunião. Mas é óbvio que tal reunião pode ser entendida quase como uma sessão não deliberativa do CO, afinal a maior parte dos participantes são membros do CO, pois entre seus membros os que não foram convidados para esta reunião são justamente os representantes de categorias (docentes, servidores técnicos e discentes) e outras representações.

Com isso, meus colegas, vemos mais um episódio que demarca bem a existência de duas classes de conselheiros dentro dos CO, e como sempre dizemos a representação das categorias docentes, em especial a dos doutores, é entendida como supérflua (ou até mesmo muita vezes como indesejável), mas, sinceramente, condição que temos consciência desde o dia em que nos candidatamos à esta representação. Portanto, registro aqui, se a reitoria entende a representação dos doutores como necessária somente para legitimar os processos "democráticos" do CO, queremos deixar claro que isto não nos surpreende, e temos pautado nossa atuação desde sempre com a mais completa consciência de nossa "irrelevância" para os processos decisórios na USP. Mas por outro lado nunca deixaremos de, que se necessário, "causar algum mal estar" (afinal, acho que é só isso que conseguimos em muitas de nossas falas no CO) quando assumimos posições que nos coloquem em campo oposto da reitoria, mesmo sabendo que em outras momentos poderemos até nos posicionar a favor, pois nossa atuação enquanto representantes sempre foi marcada pela independência de posições.

Quero também registrar que apesar deste cancelamento, é fundamental que ocorra em data próxima uma nova sessão do CO, pois a carreira docente precisa ainda ser muito discutida para que o CO tenha condições de votar. Ressalto que a comunidade USP aguarda uma nova versão das propostas da reitoria, afinal todos sabemos que muitos, pessoas e unidades, enviaram sugestões às propostas, e obviamente será necessário tempo para o devido debate. Afinal como podemos ver no documento da representação dos associados, a proposta inicial da reitoria é insustentável! Portanto, não será possível que o próximo CO (que ninguém sabe qdo será....!!!) já seja aquele que irá deliberar sobre as mudanças em nossa carreira.

Ficamos a disposição de todos. Assim que houver a convocação para o próximo CO, como é praxe neste blog, todos serão comunicados e daremos acesso a toda documentação da referida reunião, como fazemos desde o início de 2014.

Abraços; 
Zé Renato

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